Relatos 2016

RELATÓRIO DOS BOLSISTAS

RELATÓRIO 2016 CEPAV

Centro Educacional Padre Antônio Vieira

Desenvolvimento geral

Foi possível observarmos em visita a escola Padre Antonio Vieira, uma grande dificuldade em ação e observação já que passávamos por um processo de substituição de professor, já que o professor André Pescarmona antigo supervisor saiu da escola, por motivos de greve, aguardávamos se haveria retorno ou não do professor André, o mesmo informou que estaria retornando a lecionar na escola.

A escola nos deixou livres para frequentar as aulas de outros professores de sociologia, para termos aproveitamento dos cursos ministrados por outros professores.

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Em quanto se ocorria os tramites legais, para uma nova contratação e aceitação de um novo professor responsável pelo projeto, para substituir o que havia saído da escola neste caso o André, nós Pibidianos ficamos em cursos, elaboração de projetos e reuniões; para uma possível complementação e compreensão das disciplinas aplicadas em sala de aula. Disso brotou o Webquest.

Em geral a escola Padre Antonio Vieira, é uma escola em que se tem um bom desenvolvimento cultural e disciplinar onde por meio e intermédio de teatro, experiências em visitas a povos indígenas e cultura afro brasileira se desenvolve um trabalho comunicativo em grupo, onde se é possível se mobilizar não a penas todos os alunos que frequentam a escolas mas toda uma comunidade, entidades particulares colaboram para o incentivo aos estudos com doações de notebooks para olímpiadas internas de melhor nota em curso, utilizam a verba para promover viagens educativas a quilombos e tribos, de acordo com a escolha democrática dos alunos.

O Pibid, nos foi possibilitado uma grande oportunidade em experiência, desenvolvimento, mais também em criação de possibilidades para uma possível intervenção colaborando para o melhor desenvolvimento do corpo docente em relação ao aluno do ensino médio da escola pública.

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Desenvolvimento do Projeto

O projeto do PIBID tem como principio a interação universitário / escola, fazendo assim a ponte entre dois mundos opostos. A vida acadêmica das teorias e estudos, com a da escola pública de praticas debilitada com carência de estruturas a materiais pedagogos e científicos (livros didáticos e bibliotecas).

Para fim de não ocasionar grandes choques de realidade aos alunos e melhor os preparar a sua iniciação a carreira docente, o PIBID nós vem como auxilio e preparação a exercer o cargo pedagógico.

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O projeto de Ciências Sociais da Universidade Nove de Julho tem como objetivo a utilização da comunicação para fins educativos. Dai, pensando nisso, nosso foco fio o da observação das aulas para a criação de um WebQuest com questões e fóruns para ser um auxilio extra para os alunos na matéria de Sociologia no Ensino Médio. E além de ser uma ótima ferramenta para os próprios professores, aonde se tem a possibilidade de ampliar a carente aula de 45m do Ensino Médio.

Para além disso, participamos da Feira Cultural da Escola e da Semana da Consciência Negra. Segue fotos da Semana de Consciência Negra:

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Continuando, desde o inicio do nosso estagio na escola Padre Antônio Vieira identificamos de imediato que nas falas dos alunos havia um grande questionamento por parte deles em relação a grande ausência do estado no meio em que eles vivem, como por exemplo, em relação a segurança, saneamento básico, falta de iluminação e uma carência muito grande nos projetos sociais, diante disto utilizaram de algumas ferramentas que nos foi passada nas oficinas do PIBID, e propomos que eles utilizassem dá fotografia para retratar estas problemáticas e trazer para a escola este debate sociológico e assim, se criar um aspecto critico as aulas e assim se construir uma visão além da disponível dos matérias didáticos.

O projeto que era baseado na questão de uma critica social, foi alterado pela professora, e teve como eixo temático o registro da violência urbana. Uma abordagem diferente, mas de grande dificuldade aos alunos retratar, pois apesar de fazer parte de seu cotidiano.
O dialogo em sala sobre o tema, e despertar o senso crítico dos alunos em razão a violência urbana.

Tendo como proposta futura a: formação e preparação dos alunos em ter uma melhor intimidade com as ferramentas de informática, principalmente Word e PowerPoint, na formação e construção de trabalhos. Percebemos a falta de preparação e conhecimentos na elaboração e formulação dos trabalhos.

Observação de aulas

PIBID4Como estudante de licenciatura de Ciências Sociais, nosso papel na escola CEPAV era o acompanhamento das aulas de Sociologia no Ensino Médio, onde as observações são de profundo gosto e desgosto. Dessa observação é que tiramos temas para o Webqest.

As aulas eram todas lecionadas em cima de uma ordem, a do currículo fazendo assim um determinado rumo pré-dado, onde se seguia em muitas delas uma estrutura de caminhar os pensamentos dos alunos a um objetivo, sendo assim posto as aulas de Sociologia ao invés de esclarecedoras, sendo algo pré-formado para se atingir um destino já voltado para um fim.

Porém as aulas não se tinham apenas este caráter de direcionar o pensamento a um fim pré-determinado, se tinha as aulas que inspirava ao pensamento livre e libertário dos alunos e alunas aos temas da sociedade, mesmo muito vago a inspiração desde ato do pensamento livre por parte do professor e dos alunos, em alguns casos terminando as aulas como o fato descrito acima.

A Sociologia serve para a criação e questionamento do pensamento dito como Natural (senso comum), mas em determinadas aulas, em aspectos sutis as aulas de Sociologia se servia para se dar alguma base teórica ou pratica a estes ditos pensamentos naturais.
Em muitos dos casos as aulas eram dadas em cima do senso comum, mas nunca o desconstruído, apenas se dando uma falsa impressão de explicação e compreensão há um tema tão impertinente dá Sociologia.

Relato de experiência

Nossa presença na escola não se fez apenas como a de um observador de aulas e métodos de ensino, nossa participação também se fez por parte de opinar sobre determinados assuntos e pareceres em razão das aulas do professor e em determinadas apresentações dos alunos voltados a temas de Ciência Política, Classes Sociais, Ideologia, Alienação, Socialismo e Comunismo, Organização Políticas Operarias, Revolução Industrial e Anarcosindicalismo e Socialismo na Primeira Republica. Além de propriamente dar apresentações dos mesmos.

As pequenas colaborações da equipe com a autorização da professora se basearam em três princípios:

  • Apresentação do contexto sociocultural e econômico do momento histórico do assunto da apresentação;
  • Apresentação dos indivíduos daquele momento (quem eram eles e suas atividades de trabalho e social)
  • Classes sociais e econômicas, antagonismo entre elas e suas lutas de interesses.

A estes momentos adquirimos pelo o programa fortes experiências, onde adquirimos conhecimentos do tipo: como dever falar e agir com os alunos, qual melhor vocabulário há se falar com eles, como trazer eles até a aula e interação deles com ela. Por este conhecimento temos muita gratidão.

Feira cultural

Na escola, auxiliamos os alunos a pesquisar sobre lendas, lendas urbanas e assuntos relacionados, posto que esse foi o tema de trabalho da escola. Dessa forma, nosso conhecimento sobre Antropologia, como as questões de cultura, auxiliaram muito no desenvolvimento da instrução que passamos aos alunos. Aqui vimos que não podemos sair falando sobre teóricos e suas teorias, mas pensar através do contexto, uma forma de passar esse conhecimento.

Atividade extra

Fomos um dos responsáveis pela organização e manutenção dos arquivos das escolas filiadas ao PIBID, com parceria direta do Coordenador Renê Rojo. onde trabalhamos juntos pela melhor organização de valiosos documentos.
Além da hospedagem desses arquivos no site do PIBID Uninove Ciências Sociais.

Considerações Finais

Encerro o relatório com sentimentos que algo ainda não concluído se encerrando no meio do trajeto. Com grandes desejos de ter continuado minha jornada de estagiário do programa e a ansiedade de novas aulas acompanhadas do professor supervisor da escola CEPAV. Ainda há muito a ser seguido e trilhado por nós mesmos como propriamente um profissional exercendo a careira de professor para jovens.


RELATÓRIO E. E. DOM MIGUEL KRUSE

PIBID8Iniciamos o projeto do PIBID na escola E.E Dom Miguel Kruse, que pertence á diretoria de ensino da Leste1, localizada na Zona Leste de São Paulo no bairro Jardim Danfer- Distrito de Cangaíba.

Nesta escola realizamos visitas para conhecer os procedimentos da escola, participamos de reuniões, tais como ATPC’s, reuniões interno-externa, etc…

Durante esses meses visitando a escola, realizamos um miniprojeto, em consonância com o Projeto PIBID das Ciências Sociais, para que não existisse nenhum problema. Assim, nesse miniprojeto continha conteúdos de educomunicação, utilizando as explicações dos cursos de capacitação que a instituição nos forneceu.

Galeria de Fotos: FOTOTECA

FOTOS DOM MIGUEL KRUSE7

Em primeira instancia, a escola nos pediu desesperadamente para construir um projeto que tratasse do uso abusivo de drogas e a evasão escolar. Seguindo as exigências começamos a elaborar articulações para argumentar com os alunos. Mas sempre trabalhando com a Educomunicação. Porém, o projeto não vingou e, assim, partimos para outra Atividade dentro da Escola. Foi então que realizamos um mural dentro da Semana Cultural. Isso foi em 2015.

Conseguimos também, para esta Feira, trazer para a escola uma banda de Rap (GOG) e outras bandas independentes, as quais pudessem explicar a realidade de uma maneira que os alunos pudessem ter prazer em entender.

Indo adiante, para este segundo momento, antes de fecharmos o Jornal Mural, havíamos proposto um sarau onde os alunos teriam atividades diversificadas e trataríamos, inclusive, e de maneira tangencial, do pedido da escola em se trabalhar com o tema das drogas. Porém, trabalharíamos de forma lúdica. Mas esse projeto também não foi aceito, porque a escola continha uma grade de programação totalmente ocupada.

Sendo assim, esse projeto foi deixado em stand by, para ser desenvolvido em 2017. Em 2016, nos foi disposto uma sala, na qual desenvolvemos uma atividade relacionada ao carnaval. Para garantir a ordem temporal das Atividades, desenvolveremos em um subitem próprio essa última semana cultural que participamos.

Ressalto que a autonomia que nos foi dada por parte da coordenadora pedagógica da escola em 2016, demonstra que o Projeto PIBID vem se firmando neste estabelecimento de ensino. Ter uma sala própria para nosso projeto foi bastante instigante.

GREVE DOS PROFESSORES

Os professores da Rede Pública do Estado de São Paulo, ficaram em greve por noventa e dois dias, segundo alguns sindicalistas esta foi a maior das greves da historia da categoria. Esta greve terminou no dia doze de junho; foi deflagrada pelo maior Sindicato da América Latina, a APEOESP.

As principais reivindicações foram por reajuste salarial e por melhorias das condições de trabalho entre outros benefícios. Esta greve foi julgada como legal, mais o governo do estado de São Paulo, continuou cortando os pontos dos professores mais eles resistiram. O governo depois sessenta dias, resolveu negociar e a categorias dos professores suspenderam a greve, onde o governo fez uma proposta política salarial até 2018 que será indicada a partir de julho de 2015; uma das questões é a melhoria dos contratos temporários.

Houve alguns ganhos políticos e a greve chegou a atingir 60% de adesão, cerca de 150 mil trabalhadores professores. Por fim, apesar do saldo de vitória, economicamente não ser muito significativo, a participação dos professores nas assembleias, foi bastante representativo com persistência, Luta e resistência. A E.E. Dom Miguel Kruse, dos noventa professores, cinco participaram ativamente, dentre eles, o professor de Sociologia.

Aproveitamos esses momentos para conversar com o alunos sobre a greve, demonstrando ser um movimento legítimo, posto que, como verbalizado pelos próprios alunos, a carreira docente no Brasil é muito desvalorizada e, por isso, ninguém mais quer ser professor.

Falamos com os alunos sobre cidadania, utilizando a ideia de que não aprendemos a ser cidadão e que por isso não é culpa nossa o voo ser descartado por causa de uma cesta básica. O que nos chamou a atenção, foi o fato de os alunos perceberem e adotarem essa ideia. Uma semana depois, alguns vieram nos falar que replicaram isso em casa.

FEIRA CULTURAL

A feira cultural realizada pela Escola Estadual Dom Miguel Kruse, a qual nós, membros do PIBID participamos, teve como tema as “Linguagens de expressão” e foi apresentada no dia 19 de novembro de 2016, mesmo que nossos trabalhos tenham se desenrolado desde o mês de setembro. A proposta para a participação do PIBID surgiu diretamente da direção com a professora supervisora, Ilana Henrique, que leciona as aulas de sociologia da mesma escola.

Ao receber o convite feito pela supervisora, a equipe de pibidianos formulou e discutiu diversas propostas de atividade, até chegar no tema Samba de enredo, o qual está diretamente ligado ao tema central já descrito acima.

‘”Até hoje associamos escola de samba a subúrbio (ou favelado), mas ela só hegemonizou as outras formas, se tornando cada vez mais escola, quanto mais se abriu para não negros. Escola de Samba, nos termos em que Paulo da Portela “inventou”, é de negros, mas para não negros. Aos outros lideres do grupo interessava basicamente a organização para dentro, não eram intelectuais; a Paulo, para fora. Sua habilidade social consistiu na educação de seus iguais e na sedução dos diferentes “(RUFINO, 2004, p.152)”.

Por meio dessa indagação, realizamos a ponte temática entre linguagens e expressão com a questão étnico-racial. Essa ideia faria todo sentido porque estaríamos trabalhando também, lógico que de maneira tangencial, as questões étnicas.

Uma das alunas do PIBID estava desenvolvendo como projeto de TCC um trabalho sobre escolas de samba e samba enredo. Isso viabilizou o projeto, pois não partimos do zero para montar a sala que nos foi oferecida. Essa sala, de numero 09, ficava localizada no primeiro andar. A partir desse momento, a equipe em conjunto separou as atividades da seguinte maneira;

Os alunos Jéssica, Mayara (voluntária), Leila e Walace ficaram encarregados de interagir na escola com as proposta estabelecida pelo grupo, conversando assim com a coordenação. Já os alunos Marion (voluntária) e Rodrigo Pereira, ficaram a pesquisar quais seriam os meios de avaliação para os alunos, no sentido de sondar o que acharam e o que aprenderam sobre o assunto, ao visitar nossa sala.
Desta maneira a organização começou a ser formada. Na seqüência apresentamos o que cada um fez individualmente.

Jéssica

  • Conversar com a coordenação para expor à temática da sala
  • Compras dos materiais no centro de São Paulo
  • Organização e limpeza da sala (Quarta, quinta, sexta feira e sábado)
  • Fotografar todas as salas (sábado)
  • Busca de fantasias carnavalescas

Mayara

  • Conversar com a coordenação para expor à temática da sala
  • Compras dos materiais no centro de São Paulo
  • Organização e limpeza da sala (Quarta, quinta, sexta feira e sábado)
  • Separação dos alunos por grupo
  • Explicação com os aluno de como acontecerá a atividade para feira
  • Busca de fantasias carnavalescas

Walace

  • Conversar com a coordenação para expor à temática da sala
  • Compras dos materiais no centro de São Paulo
  • Organização e limpeza da sala (Quarta, quinta, sexta feira e sábado)
  • Separação dos alunos por grupo
  • Explicação com os aluno de como acontecerá a atividade para feira
  • Preparação do PenDrive com musicas temáticas
  • Busca de fantasias carnavalescas

Leila

  • Conversar com a coordenação para expor à temática da sala
  • Compras dos materiais no centro de São Paulo
  • Organização e limpeza da sala (sexta feira e sábado)

Marion

  • Compras dos materiais no centro de São Paulo
  • Organização e limpeza da sala (sexta feira e sábado)

Rodrigo Pereira

  • Compras dos materiais no centro de São Paulo
  • Organização e limpeza da sala (sexta feira e sábado)

Resultado do trabalho

A receptividade dos alunos foi boa, conseguimos interagir com todos e passamos a ideia da sala, que era a de desenvolver a noção da quantidade de conhecimento envolvido para se realizar um desfile de carnaval. O que queríamos também, era demonstrar que o carnaval pode ser utilizado para entender várias coisas da sociedade brasileira, como Roberto da Matta nos ensina.


RELATÓRIO U.E IRENE BRANCO

Desenvolvimento da semana da consciência negra e aplicação de práticas educomunicativas. O registro fotográfico e os painéis informativos na U.E Irene Branco, novembro de 2016.

Análise de conjuntura e práticas educomunicativas da U.E. IRENE BRANCO: O movimento estudantil paulista e a reforma do ensino.


Relatório U.E. Condessa Filomena Matarazzo

Desenvolvimento da semana cultural e aplicação de práticas educomunicativas. O registro fotográfico e as dinâmicas nas U.E Condessa Filomena Matarazzo – novembro de 2016.

Desenvolvimento de programa para veiculação no site PIBIDCSUNINOVE (depoimentos sobre as atividades na Unidade escolar e o formação dos pibidianos – em andamento)

A proposta tratar-se de uma iniciativa baseada da concepção educomunicativa de produzir um Programa – Modelo Drops – para divulgação da experiência do PIBID Ciências Sociais nas Unidade Escolar como forma de disseminação e promoção do Conhecimento Sociológico no Ensino Médio e a construção da Cidadania. Essa ação também permitirá impulsionar o debate uso de recursos da educação não formal no desenvolvimento do ensino e aprendizagem. A perspectiva é a de integrar também a produção dos conteúdos a grade de programação da Web rádio UNINOVE com base na produção de uma rádio na escola.

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