História da África – Livros e Vídeos

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As pessoas têm um costume que deveria ser abolido: ficar com o mais fácil. O que quero dizer com isso? Aceitamos a primeira versão do que nos contam de algo só porque pesquisar é trabalhoso, demanda tempo e nos obriga a refletir.

Um exemplo clássico é a história do nosso país. Na escola aprendemos que tudo começou em 1500. Se juntarmos a história Cristã, que a maioria quando criança, (antes de frequentar a escola) ouviu como sendo a história da humanidade e a história da Europa juntamente com a do Brasil, parece que Jesus nasceu (ele nem sabia que o ano do seu nascimento seria o ano 1), viveu 33 anos, depois disso, vamos para a Idade Média, onde o Catolicismo reinou até a Reforma Protestante, sendo que a Idade Média começa por volta do século X e dura cerca de 1.000 anos, terminando no século XV (1400 – 1500).

Eis que surge o Brasil! … o restante já sabemos. Será? Porque o que determina o restante é exatamente o antes. Então, como sabemos de verdade o restante se nunca nos ensinaram o antes? Alguém sabe dizer o que era a América antes da grande colonização Européia? E a África? Alguém sabe dizer o que era antes das grandes navegações? Será que existiam vidas nesses lugares?

Essas perguntas deveriam ser feitas sempre e a todo momento, mas somos condicionados a nos contentar com o fácil, com a versão pronta. E sempre contada por brancos, mesmo se tratando de povos indígenas e negros. Aqui na América existiam os povos indígenas e suas diversas etnias e na África existiam os povos africanos e suas diversas etnias.

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1644 map of Africa Made by Blaeu, Willem Janszoon, 1571-1638.

Você sabe a História da África? Se você for das gerações de 90 para baixo, com certeza sabe bem pouco, se for das gerações 2000 para cima, deve conhecer uma coisa ou outra. Por que isso acontece? Porque nas escolas não se contavam as histórias de outros povos que não fossem Europeus. Por isso que muitos brasileiros buscam suas referências ou seus ancestrais na Europa, porque essa foi a única versão ensinada: Tudo começou coma chegada de um Europeu chamado Cabral!

Sabe quando começamos a “desconstruir” essa versão e conhecer as outras que compõem nossa hitória? Em 1996, ano da lei 10.639 que tornou obrigatório o Ensino da Cultura Afro nas escolas. Porém, não só os negros africanos faziam parte do povo brasileiro, tinham vidas aqui, antes do tal Cabral chegar: os indígenas. Então, quase 10 anos depois, em 2008 é cria a lei 11.645 que torna obrigatório, também, o ensino da Cultura Indígena nas escolas.


HISTÓRIA DA ÁFRICA

Agora que “já” sabemos que a vida humana não começa com Cristo (mundo) nem em 1500 (Brasil), vamos tirar esse abismo que existe na linha do tempo da Humanidade e entender mais sobre os povos Africanos? Afinal de contas, eles não nasceram dentro de um navio negreiro e nem escravos!

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Essa imagem está no site: http://www.megatimes.com.br/2013/07/africa-geografia-e-historia-da-africa.html


A África é um continente imenso e muito rico, seja de matéria-prima, seja pela sua natureza ou pelas culturas de suas etnias. Por isso, um post não daria conta de apresentar tantos registros, relatos e detalhes.

Por isso, vamos deixar disponíveis vídeos que contam um pouco sobre a cultura africana, um livro bem didático com a linha do tempo e uma coleção (com mais de 8.000 páginas) que traz a história da África!

LIVROS

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HISTÓRIA DA ÁFRICA I – Metodologia e pré-história da África

HISTÓRIA DA ÁFRICA II – África antiga

HISTÓRIA DA ÁFRICA III – África do século VII ao XI

HISTÓRIA DA ÁFRICA IV – África do século XII ao XVI

HISTÓRIA DA ÁFRICA V – África do século XVI ao XVIII

HISTÓRIA DA ÁFRICA VI – África do século XIX à década de 1880

HISTÓRIA DA ÁFRICA VII – África sob dominação colonial, 1880 – 1935

HISTÓRIA DA ÁFRICA VIII – África desde 1935


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Livro: O tempo dos povos Africanos – Elisa Larkin Nascimento

Neste link você encontra mais de 250 livros sobre a cultura africana: https://drive.google.com/drive/folders/0Bz1e3NRBQlZwa25RZGFjY3U0MjQ


DOCUMENTÁRIOS

“África: uma História Rejeitada” – Documentário “Civilizações Perdidas”

DOC:Os Reinos Perdidos da África – Vol. 1 – Nubia [Português]

DOC:Os Reinos Perdidos da África – Vol. 2 – Etiópia [Português]

Munidos de informação somos capazes de formular nossas próprias ideias sobre as coisas. Questionar, buscar e refletir serão sempre ações humanas positivas e fortes armas contra o preconceito que destrói o amor que deveríamos sentir uns pelos outros!

Por Cinthia Almeida

 

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Dia Internacional do Orgulho LGBT

“Rebelião de Stonewall”

Popularmente conhecida como dia do “Orgulho Gay”, a data do dia 28 de junho nos remete aos acontecimentos de 1969, tendo sua origem nas lutas em torno do bar Stonewall em Nova York, naquele ano uma multidão se rebelou contra a polícia, que tentava prender homossexuais. Época em que não eram permitidos espaços para convivência das pessoas LGBT. O bar Stonewall localizado na Rua Christopher no bairro de Greenwich Village, no centro da zona gay da cidade de Nova York (EUA), servia de ponto de encontro a uma grande variedade de tipos de pessoas, especialmente jovens, sendo uma alternativa para o publico gay visto que não existiam espaços ao qual o publico pudesse abertamente frequentar.

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Na noite de 28 de junho de 1969 uma força policial invadiu o bar Stonewall, o que já era fato comum na época. O publico do bar se rebelou contra os maus-tratos de policiais que costumavam invadir o local, extorquir e até prender os frequentadores. Foi nessa noite que os frequentadores cerca de 400 pessoas se revoltaram, e o motim veio seguido de violentos protestos. Esse dia marcou o que ficou conhecido como “Revolta de Stonewall” e deu início à luta LGBT contra o preconceito, o dia 28 de junho também é conhecido como “Dia da Libertação da Rua Christopher”, foi à primeira de várias noites em que a famosa rua se transformou num verdadeiro campo de batalha.

“De repente, o camburão chegou e o clima esquentou. Três das mais descaradas travestis – todas em drag – foram empurradas para dentro da viatura, junto com o barman e um outro funcionário, sob um coro de vaias da multidão. Alguém gritou conclamando o povo a virar o camburão. Nisso, saía do bar uma sapatona, que começou uma briga com os policiais. Foi nesse momento que a cena tornou-se explosiva. Latas e garrafas de cerveja começaram a ser atiradas em direção às janelas e uma chuva de moedas foi lançada sobre os tiras…”, saiu no Village Voice No dia seguinte, os policiais voltaram ao bar. Mas a multidão de gays, lésbicas e travestis também voltaram mais organizadas, com uma atitude mais política, e alguns começaram a pichar frases nas vitrines e nas paredes, reclamando direitos iguais. Outros gritavam exigindo o fim das batidas nos bares gays. Novamente a multidão atirou pedras e garrafas em direção aos policiais e novamente a polícia investiu contra os manifestantes.

Uma placa foi colocada à vista no bar onde os visitantes podem reconhecer alguns nomes inscritos, entre eles Gunner Scott, director do Massachusetts Transgender Political Coalition (MTPC); Grace Sterling Stowell, directora executiva da Boston Alliance of GLBT Youth (BAGLY); a sempre activista Nancy Nangeroni, ex-presidenta da International Foundation for Gender Education (IFGE) e ex-“co-host” da GenderTalk Radio, hoje na GenderVision; e Cole Thaler, membro fundador da MTPC, hoje advogado de direitos transgénero na nova-iorquina Lambda Legal.Todos esses, heróis de 1969.” (The Village Voice é um jornal independente de Nova York).OrgulhoLGBT1

O embate, que durou vários dias, ganhou adeptos e teve repercussão na imprensa norte-americana. Por causa do movimento, a data 28 de junho foi oficializada como o Dia Internacional do Orgulho LGBT.

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Um ano depois, em 1970, militantes foram às ruas de São Francisco, Los Angeles e Nova York para celebrar o aniversário do ato de Stonewall. A manifestação ficou conhecida como a primeira parada gay da história.

Aqui no Brasil a primeira para do Orgulho Gay foi em 1997 e surge em referência à data de 28 de junho de 1969.

Infelizmente ainda hoje temos muito de 1969, ainda sofremos com a perseguição, discriminação e as violências por causa de nossa orientação sexual ou identidade de gênero, onde segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) a cada 25hs um LGBT é morto no Brasil vitimas da homofobia, ódio e ignorância.

Para conhecermos mais detalhes da luta, fizemos uma linha do tempo que traz os temas abordadas em todas as paradas gays que tivemos na cidade de São Paulo:

21ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

20ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

19ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

18ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

17ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

16ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

15ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

14ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

13ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

12ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

11ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

10ª PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

PARADA GAY DA CIDADE DE SÃO PAULO

Por Alex Faria

21ª Parada Gay da cidade de São Paulo

2017 – “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”

Na minha singela opinião, talvez essa tenha sido a Parada do Orgulho LGBT com maior visibilidade na mídia. Esse ano a 21ª edição como de costume na Av. Paulista reuniu no dia 18/06/2017, aproximadamente 3 milhões de pessoas conforme os organizares do evento. Em 2008 com o tema “Homofobia Mata! Por um Estado Laico de Fato”, o tema visava à aprovação a lei que criminaliza a homofobia e reforçava que o um Estado sendo Laico é regido por leis e não por religiões.

Dessa forma a edição atual busca colocar novamente em pauta a importância da laicidade do Estado, sob o tema “Independente de nossas crenças, nenhuma religião é lei! Todas e todos por um Estado Laico”. O tema retrata a importância do respeito à diversidade religiosa e traz críticas ao fundamentalismo religioso e as intervenções da bancada evangélica no Congresso Nacional.

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Esse ano a atriz e modelo transexual  Viviany Beleboni, se posicionou vestida de militar, expressando sua posição de forma critica  ao fundamentalismo religioso, o conservadorismo mundial e a falta de espaço para pessoas transexuais no Exército.

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“Temos que aprender a votar antes que a extrema direita avance e tire nossos direitos. Esse movimento é muito grande, a parada LGBT é muito mais do que o desfile de domingo. Nós estamos em todos os lugares”, disse Viviany. O presidente americano Donald Trump; o russo Vladimir Putin foram alvos de criticas. Viviany destacou também o nosso País, ao indagar preocupação com as eleições presidenciais que acontecem em 2018, ela destaca a importância de um candidato que represente as pautas LGBT.

Em reportagem do site GazetaOnline ela diz que: “A comunidade LGBT tem muitas nuances. Eu costumo falar que nós saímos do armário duas vezes: uma quando a gente se assume para a sociedade e família e outra quando a gente entende que somos iguais apesar de sermos diversos, independente se você é trans, bi ou homossexual”, explica a atriz.

“Tem pessoas que não se assumem, porque têm medo de perder o emprego, de não ser aceitos em suas famílias, porque têm vergonha. Parece que a gente tem que se esconder e se enquadrar dentro de um padrão. Quando você se assume sua beleza e seu talento parece que para de valer.”

Destaque_ParadaGay21-2.jpgViviany ressalta ainda a importância e a necessidade das demandas LGBT serem levantadas e debatidas o ano todo. “Eu quero despertar e debater justamente isso para que o Brasil não vire uma Rússia. A gente não tem que pensar só na semana LGBT, a gente precisa se politizar antes que isso se torne um país ainda mais conservador.”

Na coletiva de impressa a presidenta da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, Cláudia Regina disse que: “A religião é uma questão de foro íntimo. Cada religião é um caminho e ele não pode ser imposto a toda uma sociedade. Cada caminho, cada religião, centro e templo têm suas pessoas com suas afinidades e não pode impor regras e comportamentos a todos. Tudo o que diz respeito ao público e a toda a sociedade deve ter uma postura de laicidade e não deve contemplar religiões”

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Cláudia ressalta ainda a importância do tema dizendo que: “Nossos principais inimigos hoje são os fundamentalistas religiosos, grupos de pessoas dentro de algumas religiões que insistem em nos condenar e retirar direitos já adquiridos. No Congresso Nacional, por exemplo, o debate sobre a criminalização da LGBTFobia é repleto de ataques de parlamentares da bancada religiosa e conservadora, muito dos quais utilizando-se de suas imunidades parlamentares para disseminar o ódio a uma parcela da população. Seus argumentos? Alguns citam suas visões de fé, como se estivessem em seus púlpitos e não em uma instituição que deveria garantir e se orientar pela laicidade, preconizada na Constituição Federal de 88.”


VISIBILIDADE

Sendo uma das paradas com maior cobertura da mídia, esse ano, além dos jornais e das emissoras de radio e tv’s, as redes sociais e marcas de consumo marcaram presença e reforçaram a visibilidade da comunidade LGBT. Um dos aliados foram o Facebook e Twitter, que em sua plataforma disponibilizou o botão especial ”Orgulho” entre as opções para reagir às publicações. O ícone foi uma bandeira LGBT (com as cores do arco-íris), e marcou presença todo o mês de junho, em comemoração ao mês do Orgulho LGBT, a plataforma trouxe também filtros especiais, e laços coloridos que podiam ser adicionados à foto de perfil comemorando a diversidade e o orgulho LGBT. Já o Twitter em sua plataforma lançou um emoji, também trazendo a bandeira do arco-íris LGBT.

Entre as marcas que marcaram presença na Parada, a Uber e Skol falaram sobre a importância da Parada para a sociedade.

“Apoiamos a Parada do Orgulho LGBT porque estamos ao lado da bandeira do respeito acima de tudo. Desde a última parada nos consolidamos neste caminho. Apoiar a Parada LGBT é fomentar a cultura colocando em foco a diversidade e promovendo antes de tudo o respeito pelo outro. Estamos muito orgulhosos em fazer parte mais uma vez”, disse Maria Fernanda Albuquerque, diretora de marketing da Skol.

“A Uber acredita que todo mundo deve ter o direito de ser autêntico em sua individualidade, orientação sexual e identidade de gênero, e mais que isso, se sentir seguro e respeitado. Buscamos ser aliados da comunidade LGBT, não só no dia da Parada do Orgulho, mas o ano todo.“, disse Ana Pellegrini, Diretora Jurídica e Líder de Diversidade da Uber no Brasil.


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Por Alex Faria