16ª Parada Gay da cidade de São Paulo

2012 – “Homofobia tem cura: Educação e Criminalização – Preconceito e exclusão fora de cogitação”

A Parada do dia 10/06/2012 dava continuidade às discussões acerca do Projeto de Lei 122/06, que há seis anos tramitava no Senado e pedia a criminalização da homofobia. Levantando a discussão para aplicação do projeto Escola Sem Homofobia, voltado a professores da rede pública, a Parada trazia o tema “Homofobia tem cura: educação e criminalização.”

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Cartaz trazia a programação do mês do Orgulho LGBT na Parada de 2012

Para o presidente da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho LGBT), Fernando Quaresma, “a escola e a família” são meios fundamentais para “extirpar da sociedade” a homofobia.

Com muitas divergências de dados relacionados à estimativa de publico (público da Parada Gay vira guerra de números), segundo organizadores aproximadamente 4,5 milhões de pessoas foram a Av. Paulista naquele ano, embora não tenham realizado uma divulgação oficial, a organização afirmava que medir o público presente não era mais importante, e sim a mensagem do evento.

Na reportagem do R7 Noticias: Parada Gay 2012 discute a educação e criminalização para combater à homofobia, a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania, Heloísa Gama Alves, afirmava que não houve avanços na legislação voltada para a população LGBT, fosse em São Paulo ou em outros Estados do Brasil. Houve aumento da violência aos LGBT’s e que embora no ano anterior o STF (Supremo Tribunal Federal) tivesse reconhecido a união de pessoas do mesmo sexo era apenas uma das conquistas travadas pela população. Para ela a criminalização não acaba com a homofobia, mas ajuda a punir.

Na mesma reportagem, naquele ano o coordenador de Políticas da Diversidade Cultural, Franco Reinaldo, apresentava que a prefeitura tem um mapa contra a homofobia — feito por meio de denúncias desde 2006 — que mostra que a maioria dos agressores contra homossexuais possui vínculos com a vítima. Em janeiro daquele ano, segundo Reinaldo, foram 62 denuncias registradas. “Isso mostra que eles não têm receio de praticar a violência. Outro dado é que 22% da violência física acontecem dentro de casa. Sem educação, não há como mudar estes dados.”

Por Alex Faria

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