Fotos que revelam fatos – Pesamento Político Social Brasileiro

Conteúdo produzido pelo 4º Semestre (2016) – Disciplina Pensamento Político e Social Brasileiro

Buscando exercitar o pensamento crítico sobre a realidade brasileira a partir da fotografia, o Professor Arakin Monteiro solicitou aos alun@s da disciplina Pensamento Político e Social Brasileiro fotografassem momentos do cotidiano que conversassem com os autores estudados na disciplina: Oliveira Viana, Gilberto Freyre, Florestan Fernandes e Caio Prado Jr., além dos demais pensadores da sociologia brasileira.

Nosso cotidiano nos releva constantemente uma realidade cruel, marcada pelo abando e a falta de interesse dos governantes em resolver questões básicas, em propor políticas públicas, mas também, revela o quanto somos conivente com quase tudo. Claro que não iremos resolver tudo, mas podemos simplesmente não fechar os olhos e denunciar, das mais diversas formas, tudo que se vê!

Paulo Henrique

Paulo Henrique

Praça da Sé, 31 de Março de 2016. Foto tirada durante manifestação.
“Para estudar o passado de um povo, de uma instituição, de uma classe, não basta aceitar ao pé da letra tudo quanto nos deixou a simples tradição escrita. É preciso fazer falar a multidão imensa dos figurantes mudos que enchem o panorama da história e são muitas vezes mais interessantes e mais importantes do que os outros, os que apenas escrevem a história.”
Sérgio Buarque de Holanda


Gabriela Francisco de Oliveira

Gabriela Francisco de Oliveira

Um protesto em meio ao protesto. Cartaz colado em meio as pixações, abaixo do elevado minhocão, traz uma foto e uma frase para refletirmos o egocentrismo enraigado em nossa sociedade.
Luzinete mulher,miscigenada, pobre e brasileira. Não possui o amparato Estatal assim como a grande massa. Invisível , ela é nós e nós somos ela dentro de uma sociedade economicamente capitalista e extremamente desigual.


Carol Queiros

Carol Queiros

Florestan demonstrava certa desconfiança sobre a “Nova República” que traria a democratização do país, porém para o autor essa democracia não é para todos.
A foto foi tirada na praça Roosevelt, onde ela está rasgando e comendo a constituição brasileira.


Alex Faria

Alex Faria

O progresso pelo progresso, a especulação imobiliária, a urbanização desenfreada, os avanços industriais e tecnológicos. Um rio morto como espelho que reflete as consequências desse processo de desigualdade. (Foto a ser considerada para avaliação).


Simei Marcondes

Simei Marcondes

Estação de Guaianases..extremo leste da periferia de São Paulo..aqui reside a classe trabalhadora que todos os dias saem de suas casas para enfrentar a vida dura e ganhar seu sustento. Gilberto Freire em Casa Grande e Senzala, credita o sucesso do colonialismo português, a Democracia Racial, aqui no Brasil ao contrario do restante do mundo donos de escravos conviviam de forma harmoniosa com seus  escravos. ..esta harmonia de forças antagonica entre senhores e escravos se perpetua até os  dias de hoje onde a população explorada segue para a senzala nos onibus e  vagões de trens superlotados para gerar lucros e dividendos para seus senhores. ..infelizmente a Democracia Racial de Freire não resultou em Democracia Politica nem tão pouco em Democracia social. Infelizmente!


Flávia Rocha

Flávia Rocha

Rodovia Airton Senna no meio a área verde separa a região metropolitana de Guarulhos e Vila Cisper um dos bairros da zona leste de São Paulo. Sérgio Buarque diz no capítulo 3 em herança cultural que a cidade cresceu de forma anormal e prematura, onde ela deveria ter crescido no tempo certo, com planejamento, infraestrutura, projeto de cidadania. E o que se vê é simplesmente a divisão territorial do que se trata de Estado e município, há estrada, prédio, casas tudo junto.. Tudo misturado. O meio que se estabelece antes do seu tempo estipulado vem de forma despreparada, desarranjada…


Rodrigo Strobel

Rodrigo Strobel

O velho e o novo em constante transformação e revolução. A industrialização brasileira trouxe ao país uma nova cidade, produção econômica e uma transformação social, agora com as novas produções a sociedade brasileira se recria e reinventa a desigualdade, a cidade, e as relações.


Bruna Laleska Domiciano

Bruna Laleska Domiciano

“A violência não é, evidentemente, o único instrumento de que se vale o Estado – não haja a respeito qualquer dúvida -, mas é seu instrumento específico. Em nossos dias, a relação entre o Estado e a violência é particularmente íntima. Em todos os tempos, os agrupamentos políticos mais diversos – a começar pela família – recorrem á violência física, tendo a como instrumento normal de poder. Em nossa época, entretanto, devemos conceber o Estado contemporâneo como uma comunidade humana que, dentro dos limites de determinado território – a noção de território corresponde a um dos elementos essenciais do Estado – reivindica o monopólio do uso legítimo da violência física.”
Max Weber sobre a violência do Estado em “A Política como Vocação”
Foto em manifestação estudantil, alguns minutos antes da intervenção da PM no ato.


Sérgio Amaro Correia Alves

Sérgio Amaro Correia Alves

Como disse caio prado junior, do que adianta ter mandado soldados lutarem contra os fascistas na 2 guerra, enquanto se permitia no brasil um estado fascista como o estado novo, uma lembrança aos soldados que foram lutar sem saber o porquê.


Lucas Moreira

Lucas Moreira

O processo de industrialização em São Paulo trouxe à promessa de gerar emprego para a população, muitas pessoas deixaram seus locais de nascimento (seja o interior do próprio Estado de São Paulo, seja outros Estados do Brasil) com a promessa de uma vida melhor na metrópole paulistana. Essas pessoas chegavam sem nada na cidade, sem lugar para morar e sem dinheiro, isso fez com que essas pessoas fossem se instalar longe do centro urbano-industrial paulistano, formando assim a periferia paulistana.
Todo dia nós vemos (e vivemos) o movimento que a classe trabalhadora faz da periferia ao centro (para ir trabalhar) e do centro à periferia (voltando para casa), com os meios de transportes totalmente sucateados e milhares de pessoas amontoadas é o retrato do cotidiano paulistano. A desumanização no capitalismo não acontece apenas no trabalho (explorado), acontece também no caminho ao trabalho e em outras esferas de nossas vidas.


Sidnaldo - AnarcoPunk Sid

Sidnaldo – AnarcoPunk Sid

Essa imagem é retirada próxima ao mercadão da Lapa, local onde se tem como sempre um fluxo de pessoas que estão indo ou voltando do trabalho, ou dos estudos… Um detalhe bem relevante que se pode perceber é que tem moradores de rua nesse local porque eles mesmos ganham o mínimo necessário para viver hora eles mesmos recolhem papelão ou latinhas e como se não bastasse moram de baixo da ponte ou viadutos…
Ée uma coisa que vai além da aparência pode ser considerada discriminação, por parte do governo e também há essa exclusão social porque parece que eles estão vivendo apartados do resto de nossa população mas por causa de suas condições sociais, isso também não determina algo como dizia Oliveira Vianna que utilizava o termo de “eugenia” racial para tratar de forma cientifica os debates sobre miscigenação ou branqueamento social a fim de trazer progresso para o Brasil na Época do Estado novo…


Robson Blanco Castro

Robson Blanco Castro

Capitalismo – racionalidade
Weber diz que o advento do capitalismo se deu pela racionalidade. A ciência estava em ascensão (ocidente). O Capitalismo não se fortaleceu pela racionalidade e sim pelo saque e pela expropriação (matéria – prima), assim como as guerras. Renato Ortiz diz que o Capitalismo se consolidou no mundo após a queda e rendição do Oriente (Índia, Japão e China), ocasionando assim a: mundialização da cultura ou a ocidentalização. Mesmo de maneira inconsciente reproduzimos esse pensamento, já que para Ortiz a TV forma a consciência nacional. O calendário e as datas festivas também o legitimam…O eu tornou – se mais importante que nós e dessa forma a naturalização é um fato hegemônico. As ideias estão fora do lugar e época. A “democracia” prevê que todos podemos participar das decisões nacionais, mas o espírito da casa grande ainda prevalece nas relações sociais. O passado coexiste com a “modernidade”. A moradia que é um direito de todo cidadão parece um privilégio, ou somos desterrados em nossa própria terra?
Essa foto tirei no ano de 2015 próximo ao bairro: campos elíseos. Muitas famílias moram na favela do Moinho, não por opção mas por necessidade, já que o centro de sp é cada vez mas excludente. Na ocasião estava havendo um incêndio…


Cinthia Almeida

Cinthia Almeida

“…Todo povo tem na sua evolução, vista à distância, um certo “sentido”. Este se percebe não nos pormenores de sua história, mas no conjunto dos fatos e acontecimentos essenciais que a constituem num largo período de tempo. Quem observa aquele conjunto, desbastando-se do cipoal de incidentes secundários que o acompanham sempre e o fazem muitas vezes confuso e incompreensível, não deixará de perceber que ele se forma de uma linha mestra e ininterrupta de acontecimentos que se sucedem em ordem rigorosa, e dirigida sempre numa determinada orientação. É isto que se deve, antes de mais nada, procurar quando se aborda a análise da história de um povo, seja aliás qual for o momento ou o aspecto dela que interessa, porque todos os momentos e aspectos não são senão partes, por si só incompletas, de um todo que deve ser sempre o objetivo último do historiador, por mais particularista que seja. Tal indignação é tanto mais importante e essencial que é por ela que se define, tanto no tempo como no espaço, a individualidade da parcela de humanidade que interessa ao pesquisador: povo, país, nação, sociedade, seja qual for a designação apropriada no caso. É somente aí que ele encontrará aquela unidade que lhe permite destacar uma tal parcela humana para estudá-la à parte…” – Primeiro parágrafo do livro Formação do Brasil Contemporâneo – Caio Prado Jr.


Kellen Cristina

Kellen Cristina

 

“Há um aperto,
No ônibus
Nos prédios
Nas casas
Na vida
No peito.”

Além da frase que representa exatamente o que essa foto me diz, quero expressar uma reflexão social, pessoal, sobre a vida. Você acorda 5:00 da manhã, precisa sair de casa as 6:00 para chegar na sua faculdade ás 8:00. Pega ônibus, metro e trem, pessoas te empurrando, te apertando, te irritando, e alguns homens tentando sempre se aproveitar um pouquinho de você, e você só pedindo para não ser sucumbida diante de tanto caos. Sua aula acaba 11:30, você vai para o seu trabalho, você fica horas fazendo algo que não faz nenhum sentido, até que seu expediente termina as 17:30, você vai para sua casa e ,de novo, mais duas horas de ônibus, metro e trem, pessoas te empurrando, te apertando, te irritando, e alguns homens tentando sempre se aproveitar um pouquinho de você. Você chega em casa, o melhor lugar do mundo para você naquele momento, mas pera, não se dê ao luxo de sentar no sofá e descansar, você tem duas horas para fazer tudo o que tiver para fazer, estudar, fazer trabalho, jantar, tomar banho, socializar com a sua família, dar atenção para os seus bichinhos de estimação, afinal você tem que, ou pelo menos deveria, dormir 8 horas por noite. Então, o único tempo que você tem livre para você nessas 24 hrs do seu dia são 2 horas, mas, com tanta coisa pra fazer, é claro que não dá. Então você acaba sempre indo dormir mais tarde do que deveria. Ah, tem mais uma coisa pra acrescentar na bagagem do caos que é a sua vida, você sofre de depressão. Mas, quem liga né? Tem dias que você não tem forças para levantar da cama e ir para a faculdade? Problema seu! Sua falta sera lançada no sistema, e não se esqueça que o sistema pode te reprovar. O sistema não liga para você. Você não tem forças para ir trabalhar? O problema também é seu, no fim do mês as suas contas sempre vão chegar e você vai ter que pagar. Você faltou no emprego um dia porque passou a noite chorando de tanta dor e vazio que você sente dentro de você? Tudo bem, a gente entende, mas você pode vir todo dia uma hora mais cedo para compensar. Querida, entenda, a vida não para só porque você ta sofrendo. Você precisa de uma profissão, precisa de um diploma. Tem 21 anos e não tem inglês fluente? não fez uma viagem internacional ainda? Que absurdo!!
Diante de tudo isso eu deixo a seguinte reflexão: Você nasceu, cresceu, mas o que realmente você viveu?


Equipe do site Ciências Sociais Uninove

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2 respostas em “Fotos que revelam fatos – Pesamento Político Social Brasileiro

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