O desafio de viver na cidade

SituacaoDeRuaUma reflexão sobre pessoas e a relação com o espaço público. Um desafio das grandes cidades é a acomodação das pessoas, e o sonho que é vendido é que a Cidade grande é acolhedora e oferece oportunidade a todos que chegam. Uma grande falácia!

Basta a pessoa chegar em uma grande Cidade como São Paulo para perceber o mundo de disputa e indiferença que é, muitos não tendo estrutura para superar os desafios impostos pela cidade acabam se encontrando em situação de rua, infelizmente é uma imagem que alguns já encara com normalidade.

O problema também se torna maior quando fazem da situação de vulnerabilidade social que a pessoa se encontra passa e ser lucro ou miséria se transformando em renda para oportunistas.

Fotos de Rodrigo Nibu Ramos

Para trazer a reflexão acadêmica, segue um trecho do artigo QUEM VOCÊS PENSAM QUE (ELAS) SÃO? REPRESENTAÇÕES SOBRE AS PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA, de Ricardo Mendes Mattos e Ricardo Franklin Ferreira – Universidade São Marcos

“…Quantos dentre nós, em meio às atividades corriqueiras, nos deparamos com a figura de um morador de rua? Considerando que eles habitam com freqüência vários logradouros públicos, é pertinente ponderar que todos nós já interagimos com essas pessoas.

Contudo, se refletirmos sobre a qualidade destas interações, observaremos que comumente nós as olhamos amedrontados, de soslaio, com uma expressão de constrangimento. Alguns as vêem como perigosas, apressam o passo. Outros logo as consideram vagabundas e que ali estão por não quererem trabalhar, olhando-as com hostilidade. Muitos atravessam a rua com receio de serem abordados por pedido de esmola, ou mesmo por pré-conceberem que são pessoas sujas e mal cheirosas. Há também aqueles que delas sentem pena e olham-nas com comoção ou piedade. Enfim, é comum negligenciarmos involuntariamente o contato com elas. Habituados com suas presenças, parece que estamos dessensibilizados em relação à sua condição (sub) humana. Em atitude mais violenta, alguns chegam a xingá-las e até mesmo agredi-las ou queimá-las, como em alguns lamentáveis casos noticiados pela imprensa.

Observa-se, assim, a existência de representações sociais pejorativas, em relação à população em situação de rua, que se materializam nas relações sociais. Vagabundo, preguiçoso, bêbado, sujo, perigoso, coitado, mendigo… São designações comuns dirigidas às pessoas em situação de rua.

Estes conteúdos interferem na constituição da identidade destas pessoas: é conhecimento socialmente compartilhado e utilizado como suporte para a construção de suas identidades pessoais…”

A reflexão foi proposta, basta começar pensar e claro, agir! A mudança é provocada de dentro para fora!

Rodrigo Nibu Ramos

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