Educação e Arte: Potentes armas de transformação social

CEGOSCaro leitor,

Hoje contarei um pouco da minha trajetória até chegar ao curso de Ciências Sociais. Nasci em São Paulo, capital, no dia 08 de outubro de 1985. Desde os 15 anos sempre fui encantada com as artes cênicas, frequentei desde então várias oficinas das quais no final sempre me apresentava com uma peça de criação coletiva. Desde esse tempo comecei a perceber o quão potente é o teatro como veículo de transformação através da catarse, comecei a notá-lo não só como arte de expressão corporal e textual, mas também como grande arma de transformação social.

Nunca tive grandes expectativas de ser uma grande atriz e ganhar a vida em cima do palco, sempre considerei o teatro em minha vida como arte que sempre faria parte de mim, de uma forma ou outra, por isso, aos 21 anos decidi fazer algo que me desse alicerce profissional, tentei achar algo que eu gostasse, que tivesse a ver comigo, então entrei para o curso de gestão ambiental. Foi uma péssima escolha! Não tinha nada a ver com o que eu achava que ia estudar, até que no segundo semestre tive aula de sociologia: Putz, era isso, Sociologia!

Tudo que eu pensava que fosse mudar o mundo não estava em gestão ambiental, mas em sociologia. É claro que esse meu encantamento foi responsável por um professor que jamais esquecerei, que avivou em mim todo desejo que eu tinha de contribuir para transformar a realidade, ele me fez pensar na transformação através da educação e que não era possível pensar as questões ambientais sem estudar a história do homem e os seus feitos para a destruição dos recursos naturais e também para as desigualdades sociais. Mas ainda assim, como moça cheia de complexidades e indecisões não me convenci de que deveria fazer sociologia, ela ficaria para  depois que eu tivesse alguma formação em Teatro.

Então no ano seguinte entrei para o Estúdio de Treinamento Artístico de teatro ( ETA), cursei dois semestres e mais uma vez fiquei confusa e por conta de outras questões pessoas abandonei o curso. Então dois anos depois fiz três meses de fotografia no SENAC, e mais uma vez… ainda não era isso. Então em 2014, resolvi de uma vez por todas fazer uma escolha e ir até o fim, e foi assim que vim parar no curso de licenciatura em Ciências Sociais.

Sempre tive comigo uma virtude de não julgamentos supérfluos, sempre quis entender a essência das coisas, a história das pessoas, para a partir daí tirar minhas próprias conclusões. Foi justamente esse alicerce que o curso de Ciências Sociais me deu, autonomia crítica e uma desconfiança infinita de tudo o que parece óbvio, pois tudo o que parece ser óbvio, na realidade é uma grande árvore de raízes gigantes e complexas, muito bem fincadas na terra. Embora eu tenha encontrado no curso de Ciências Sociais tudo o que eu esperava, ainda assim ficou algo lá atrás que ainda faz parte do meu plano de transformação do mundo. Então, pretendo aliar todo rico conhecimento que venho adquirindo para analisar e compreender nossa sociedade ao Teatro, como forma de transformá-la.

Por isso o meu objetivo é terminar o curso atual e partir para licenciatura de teatro. Acredito na educação como um gigante poderoso que emerge do povo, por isso quero trabalhar com a teoria e transformação, uma dialética entre a realidade e a utopia. Meu sonho é transformar a sala de aula em um grande palco, num imenso espetáculo, em que os atores representaram maravilhosamente a  autonomia crítica através da política e arte, e no final desse espetáculo serão aplaudidos pela grande plateia que é o Povo!!

Por Valéria Andrade

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