Um breve relato sobre Darcy Ribeiro

Esta postagem aborda o tema central do Projeto Integrador – 4º Semestre 2016 – Antropologia Brasileira – Darcy Ribeiro

DarcyRibeiro

Falar de Darcy Ribeiro não é uma tarefa fácil! Ainda mais quando se trata de uma postagem que tem, apenas, a humilde intenção de citar seu nome. Para escrever sobre ele, requer muito mais do que duas ou quatro linhas, acredito até que, seriam necessárias muitas vidas para chegar perto de tudo que ele representou para a cultura brasileira e o legado que deixou!

Nascido em 26 de outubro de 1922 (faleceu em 17 de fevereiro de 1997) , na cidade de Montes Claros (Minas Gerais – MG), Darcy foi antropólogo, ensaísta, romancista e político. Autor de grandes obras literárias, como: O processo civilizatório (1968), Os índios e a civilização (1970), Maíra (1976), O mulo (1981), Utopia selvagem (1982) e Migo (1988) e O povo brasileiro – a formação e o sentido do Brasil (1995).

Queremos com esse texto, deixar um pouco de sua história registrada em nosso site e compartilhada com os nossos leitores. Para isso, vamos usar a biografia que faz parte da Coleção Educadores (publicada pelo Ministério da Educação), que traz uma bela apresentação do homem e um relato rico de sua história. A biografia completa pode ser lida aqui: Biografia de Darcy Ribeiro

Darcy RibeiroQuem foi Darcy?

Para início de conversa, Darcy não era um só, eram vários. Como a singularidade é pobre, constituía uma pluralidade de seres em apenas um. Por isso, certa vez, num discurso, comparou-se a uma cobra com várias peles (Ribeiro, 1992). Ao longo da vida vestiu várias delas, algumas ao mesmo tempo: foi pelo menos educador, antropólogo, indigenista, escritor de ficção e político.

Por dentro dessas peles, ele era singular: apaixonado por tudo o que escrevia e fazia, sonhador, orador que sacudia corações e mentes, idealista que não ficava só nos ideais, construtor de sonhos na prática. Quando falamos no seu nome, podemos nos lembrar do edificador de Centros Integrados de Educação Popular (Cieps) no Rio de Janeiro, do criador de universidades (a última das quais, a Universidade Estadual do Norte Fluminense) e do exilado que viveu longo tempo fora do Brasil.

Não era um homem comum. Até aí, como dizia Nelson Rodrigues, é o óbvio ululante. Sabia desfrutar da vida como poucos. Antropólogo afeito às diversidades, para ele a singularidade parecia pobre, enquanto a pluralidade era rica. Muito antes de Edgar Morin (2001) falar em sociodiversidade Darcy a abraçava e praticava. Provavelmente por isso, não ficou satisfeito apenas como antropólogo, escritor ou educador. Se usasse uma só dessas peles de cobra ficaria famoso. Inquieto, mexia em tudo, era um eterno buscador. Procurava sempre. Não era um intelectual que ficasse somente pensando e escrevendo. Exigia-se realizar. Por isso, se tornou educador e político. Assim, concebia a educação como caminho para a mudança, conforme lhe estava entranhado na alma e conforme o que aprendeu do “Dr. Anísio”, ou seja, o grande filósofo Anísio Teixeira, que não se contentava em  filosofar. Por isso mesmo, antes e durante a carreira de Darcy, Anísio mudou a face da educação brasileira.

Retornando do exílio, voltou à política, se é que algum dia deixou de ser político. Com a abertura e a anistia, fundou o Partido Democrático Trabalhista (PDT), com Leonel Brizola e antigos e novos companheiros. Darcy e Brizola candidataram-se a governador e vice-governador do Estado do Rio de Janeiro nas eleições diretas de 1982. Eleitos, fizeram dos Cieps a bandeira do novo governo, que passou a ser uma espécie de vitrina a atrair as pedras da oposição. Ao término do quadriênio, o governo passou aos oposicionistas, que, por uma série de razões e de não razões, desmontou como inviável a rede de Cieps. No entanto, em 1990 Brizola novamente se candidatou a governador e Darcy a senador. Ambos eleitos, em 1991 Darcy ocupou a sua cadeira no Senado Federal, em Brasília. Ele cumpria o seu mandato com dedicação, mas um cargo legislativo não era suficiente para a sua energia. Não cabia no seu gabinete, uma comprida sala retangular, onde Oscar Niemeyer, com o seu traçado numa parede, havia recordado sonhos comuns, como Brasília e a sua Universidade…”

Sua obra mais conhecida (O povo brasileiro) deu origem ao documentário “O POVO BRASILEIRO”, que teve a honra de registrar o relato do próprio Darcy, que fala de como pensou no livro, como foram suas experiências e aventuras:

Esse conteúdo é 0,5% do que foi Darcy e de suas obras! A intenção foi provocar a curiosidade em você! Agora que já está por dentro do assunto, que tal se aprofundar em suas pesquisas? 😉

Por Cinthia Almeida

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5 respostas em “Um breve relato sobre Darcy Ribeiro

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